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DONA DA CASA: Carol, mas se você fizer "psiu", também respondo.





REGRAS DA CASA:


Em poucas linhas, este não é um blog com as notícias mais quentes sobre as estrelas da nossa amada quarentona Rede Globo.

Tampouco um blog-desafabos-amorosos [nem sempre, pelo menos].

Apesar de sermos todos filhos de Deus e do capitalismo selvagem, é pouco provável que você, caro leitor, encontre aqui dicas sobre maquiagem, Christian Louboutin ou sobre a última coleção outono-inverno da SPFW.

Trata-se de um espaço dedicado a um eterno [ainda que singelo] ode à loucura.

Não apenas à loucura marginalizada, o distúrbio que separa aqueles que são levados a sério e os que são condenados a uma segregação perpétua.

É, acima de tudo, um ode a todas as formas de loucura.
Um ode à loucura da consciência política;
à loucura de um ordenamento jurídico que se autoproclama livre de lacunas;
à insanidade mística,
ao cotidiano demente,
ao desvairio do próximo
e aos devaneios nossos de cada dia.

Não se assuste.
Poderia ser bem pior...




@carolbfernandes

ENQUETE



Você é a favor da intervenção federal no DF?

Claro que sim! A atuação do governo federal é indispensável pra reestruturação do DF
De forma alguma! Isso é um atentado à autonomia do Distrito Federal
Odeio blog sobre política/direito/afins
Odeio este blog em específico.


::Outros resultados

- E você? Já foi ao Pinel?
- Última reencarnação
- Aposentadoria pro Sarney?




POSTS EM DECOMPOSIÇÃO






PARCEIROS DE PSICOSE (ou não)



Fodere Putas
Insanidade Comunitária
bL!og
Pequeno Rascunho
Maxgal-Amaxrante
Matitaperê
MAtitaperê II
Max
Apartamento 502




[ACM - TRIBUTO ETERNO]


Apesar de você Amanhã há de ser Outro dia Eu pergunto a você Onde vai se esconder Da enorme euforia Como vai proibir Quando o galo insistir Em cantar Água nova brotando E a gente se amando Sem parar

Apesar de você Amanhã há de ser Outro dia Inda pago pra ver O jardim florescer Qual você não queria Você vai se amargar Vendo o dia raiar Sem lhe pedir licença E eu vou morrer de rir Que esse dia há de vir Antes do que você pensa (Apesar de você - Chico)



MERCHAN


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A FILA ANDA...

...e você foi apenas mais um.



já surtaram


Domingo, Agosto 08, 2010

[:. INTERDIÇÃO .:]









Pois é, caros amigos do Psicóticos...
Em novembro o blog completa 5 anos (também não sei como vocês ainda leem isso) e, para celebrar as Bodas de Madeira deste nosso casamento (eu e você, você e eu, nós quatro), eu resolvi poupar o meu trabalho com o HTML.
Não comemorem antes do tempo: isso não significa que os surtos chegaram ao fim.
Eles só mudaram de endereço.

O mais importante continua: o livro de visitas, que vocês podem assinar, deixar recados, dar sugestões, etc.
Eu sei que a maioria nem mesmo sabia da existência do livro de visitas (aquele link que fica grudadinho na imagem principal do blog, lá em cima). Só falei isso pra afogar todos vocês em um poço de culpa e remorso pela negligência.
-- pausa para o momento constrangedor --

É isso então!!!
Vejo/leio vocês no psicoticosanonimos.blogspot.com

Beijomeliguem.
Na verdade, não me liguem...eu odeio telefone.

Fui!



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O delírio acima ocorreu às7:18 PM
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Terça-feira, Abril 06, 2010

[:. is it too late? .:]




Existe medo,
impotência,
inveja.

Já houve desconfiança, repulsa e rejeição.

Mas poucas delas se comparam à sensação de que, por culpa exclusivamente sua, você chegou tarde demais na vida de alguém.





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O delírio acima ocorreu às4:24 PM
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Terça-feira, Março 30, 2010

[:. bendito intervalo .:]




"Então ela, a morte, levantou-se, abriu a bolsa que tinha deixado na sala e retirou a carta de cor violeta. Olhou em redor como se estivesse à procura de um lugar onde a pudesse deixar, sobre o piano, metida entre as cordas do violoncelo, ou então no próprio quarto, debaixo da almofada em que a cabeça do homem descansava. Não o fez. Saiu para a cozinha, acendeu um fósforo, um fósforo humilde, ela que poderia desfazer o papel com o olhar, reduzi-lo a uma impalpável poeira, ela que poderia pegar-lhe fogo só com o contacto dos dedos, e era um simples fósforo, o fósforo comum, o fósforo de todos os dias, que fazia arder a carta da morte, essa que só a morte podia destruir. Não ficaram cinzas. A morte voltou para a cama, abraçou-se ao homem e, sem compreender o que lhe estava a suceder, ela que nunca dormia, sentiu que o sono lhe fazia descair suavemente as pálpebras. No dia seguinte ninguém morreu." [As intermitências da morte - José Saramago]


A sensação que eu tive ao ler essa última passagem de “As intermitências da morte” foi a mesma de quando eu tinha 15 anos e via passar pelo pátio do colégio a criatura mais maltrapilha, desarranjada e aérea, por quem eu era, evidentemente, apaixonada.
Ele caminhava como um ogro e não tinha a mais ínfima capacidade de abotoar a camisa do uniforme de acordo com a correspondência normal de casa-botão, além de exibir um Black Power totalmente incompatível com o cabelo liso dele.
E, a despeito de tudo isso, os meus batimentos cardíacos se tornavam perceptíveis ao ouvido humano. As malditas borboletas ,que deveriam se limitar a brincar no estômago, davam a sensação de que todos os meus órgãos dançavam como se não houvesse amanhã. E, pasmem – ou não, eu começava a chorar. Na frente de quem quer que fosse: colegas, professores, inspetores, ou do próprio maluco.
Foi nesse estado deplorável que eu fiquei ao terminar de ler meu segundo Saramago.

Acontece que, talvez por ter deixado de acreditar em finais felizes, nem mesmo as borboletas ordinárias conseguiram tirar de mim a sensação de que tinha alguma coisa muito estranha e muito errada naquele final de livro.

A sensação de enxergar Joe Black no papel da morte era tão forte que eu me dei ao trabalho de conferir o ano de edição do livro, com a suspeita de que o filme tivesse surgido de algum fã de Saramago. Mas nada... Brad Pitt, de fato, foi mais rápido.
E o que é pior, a impressão de que eu já sabia como seria o final do livro – por mais absurda que a idéia se apresentasse a mim, já que, afinal de contas, é Saramago (!!!) – se arrastou pelas últimas 70 páginas, quando o autor abandona a primeira fase g.e.n.i.a.l, sobre o intervalo da morte, com a euforia e o caos que se seguem, na ironia deliciosa que só o portuga alcança, e entabula o retorno da dama negra.

O desfecho, inesperadamente previsível, me fez interromper a leitura por 3 dias, durante os quais eu me atirei às linhas e entrelinhas elegantes, à trilha sonora inevitável e ao peso do sentimento de Haruki Murakami. Mas, como o ímpeto por terminar a leitura foi mais forte do que o desinteresse, eu voltei e passei os olhos pelas últimas 10 páginas com uma pressa que me incomodou bastante.
Não impediu que os batimentos ficassem audíveis, nem que as borboletas começassem a dançar como se não houvesse amanhã.
A forma como ele se entregou ao clichê foi tão escancarada e desavergonhada, que a nudez da decepção acabou cedendo e deixando escapar a adolescente imbecil que existe em cada um de nós (você também, não adianta...).

Com medo de estar cometendo uma heresia literária contra o gênio lusitano, eu fui buscar ajuda – no Google, óbvio – e descobri que ninguém menos do que João Pereira Coutinho, o futuro pai dos meus filhos (o sonho é meu), também renega a segunda parte do romance. É claro que a crítica dele é bem mais incisiva e categórica do que a minha, mas o que fica é a moral da história: se até descobrir que um livro do Saramago pode terminar mal tem seu lado bom, TUDO tem seu lado bom.

Apenas a título de up to date:
1. Ricky Martin, eu já sabia.
2. Maurício Fossen, fica a dica -> abandona a magistratura e vai dar palestras sobre aplicação de pena no Texas, ignóbil vendido. 31 anos por causa de UM homicídio?!?!?!?!
3. Glória Perez, estamos esperando o início dos protestos pra modificar a pena do homicídio qualificado pra 30 a 65 anos.
4. Sundfeld, meu filho, você não tinha história melhor do que a reencarnação de Jesus como desculpa pra matar o cartunista?!?!?!
5. José Serra, eu desejo que você permaneça no Governo do Estado de São Paulo...pra SEMPRE.





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O delírio acima ocorreu às10:36 PM
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Quarta-feira, Outubro 21, 2009

[:. back to politics .:]




Querido Vinnie,
acolhendo a sua justa irresignação com o último post de reflexões pessoais,
eu respondo, sem me orgulhar muito, que, num mundo onde o sonho dos brasileiros desempregados se tornou "ser o namorado da neta do sarney"
e onde existe "PEC da música" [com a participação política ilustre do Pepeu Gomes],eu estava com sérias intenções de abandonar a política por aqui...rs
Mas vamos lá...


Pra quem tiver interesse na notícia,
no próximo dia 23 de outubro, às 9h, haverá um seminário na EMERJ- Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro sobre "Cidadania e Voto (dos presos, adolescentes e condenados)".

A nota foi publicada na home da página eletrônica do Ministério Público Federal com a seguinte ementa: "MPF participa de evento, no Rio, em defesa do voto dos presos".

O meu lado constitucionalista e "garantista-bastante-moderada" realmente fica emocionada com essa iniciativa.
Afinal, como se pretende sustentar o discurso da finalidade ressocializadora do encarceramento num país que veda ao preso a mais pura manifestação da cidadania, que é o voto?
[não vou nem entrar aqui na discussão sobre a obrigatoriedade do voto, já que um povo que elege pro Senado o Trio Ternurinha Sarney-Collor-Dornelles, tem mais é que ser eternamente castigado]

O problema é que, se, na teoria, meu peito se enche de emoção com a luta pelo sufrágio dos apenados,
na prática, isso é a
azeitona com caroço
que faltava na empadinha pra quebrar em definitivo os dentes do cenário político nacional.
[calma, candidatos! foi só uma metáfora! não quero saber de oferta de dentaduras neste blog, ok?]


Eis a explicação:
Suponhamos que isso seja aceito e que emendem a Constituição pra garantir aos presos o direito ao voto.
Como isso será implementado?

Hipótese #1 - Os presos são liberados no dia das eleições para comparecerem às suas respectivas Seções Eleitorais e votarem.
Pronto.
Viva o caos.
Terceira Guerra Mundial.
Próxima, por favor.

Hipótese #2 - Os presos são transportados pelo Governo às suas respectivas Seções Eleitorais, de forma fiscalizada e controlada.
Pra quem duvida que a República Federativa do Brasil pode ir à bancarrota, essa é a prova cabal.
Mais uma vez, inviável.

Hipótese #3 - A coleta dos votos dos presos é feita dentro da própria penitenciária.
Hummmm!
Essa é, sem dúvida, a hipótese mais razoável...
O problema é me convencer de que isso não vai representar a institucionalização do voto de cabresto.
Com a diferença de que, no lugar de coronéis, teremos os diretores de presídio.
Eu fico imaginando a quantidade de diretores que, da noite pro dia,
seriam acometidos por um sentimento avassalador de amor à política,
candidatando-se ao cargo de Vereador, Deputado, Senador...
Sem falar naqueles que, tomados por um senso mais apurado de decência, não chegam a se candidatar,
mas certamente vão aproveitar o ensejo pra dar uma mãozinha praquele primo, amigo ou irmão,
cujo sonho sempre foi lutar pela melhoria das condições de esgoto de seu município ou brigar pelo fortalecimento da nação.


poupe-me.




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O delírio acima ocorreu às10:26 PM
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Terça-feira, Setembro 08, 2009

[:. strangers .:]




Isn't it curious when you catch yourself surrounded by weird thoughts about unknown people
[not necessarily strangers... maybe just people you've never met]?
And, suddenly, all of your attention,
your concentration,
and feelings,
passions and impressions
are inevitably affected by this person?

Someone you shouldn't even care about.
Someone whose existence you shouldn't even be aware of.
To whose existence you shouldn't devote one single second of your own existence.
Or, maybe, shoudn't be devoting so many precious hours.



This is [really] not about some relationship of yours.
Maybe it is [and it is] about someone deeply involved to someone you also shoudn't care about
[and this second "someone" you do know. you really do know.]
But that's the real problem: you are so unavoidably sink into this one person that
all his other relationships take an irrepressible control of your attention, concentration, feelings, passions and impressions.
To the point the, when you realize, you've just forgotten that someone you know
and end up sinking into the stranger's life.
the stranger's friends,
the stranger's victories,
the stranger's sorrows.
[Not a stranger.]
[Just someone you've never met.]



Each smile annoys.
Each laugh molests you.
Every single tear that she cries makes your own affliction seems so smaller.
And you start feeling good.
So deliriously good, just because you know that every single tear she cries is so much more painful to her then all the tears you have cried.

You know there won't be no forgiveness for such miserable feelings.
But you just can't help it.

So you decide to surrender to all this delightful misery
and enjoy this priceless and glorious human side you've been trying so hard to hide from yourself.


** observações necessárias:

(1) Tá em inglês pra diminuir a carga dramática. Afinal de contas, não é porque eu to no meu inferno astral que eu vou incitar pensamentos depressivos em terceiros.
(2) Exatamente... É só um leve inferno astral. Esse post não é consequência de ter visto [ Anticristo ] no cinema semana passada.






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O delírio acima ocorreu às11:09 PM
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Domingo, Julho 19, 2009

[:.quem é vivo....:]




Considerando que eu acabei de quebrar todos os recordes de sumiço do blog
[por incrível que pareça, eu me diverti horrores fazendo as contas de quanto tempo eu fiquem sem dar as caras]
[me diverti horrores porque eu realmente não nasci pra fazer contas...viva a faculdade de Direito]
[enfim...foi um total de 1 ano, 5 meses e 27 dias. Não me peçam pra converter isso apenas em dias, pq eu nem mesmo sei se ano passado foi bissexto]

O que importa é que eu entei hoje e fui ler os comentários..
Alguns de pessoas que eu amo e que não vejo há séeeeculo,
alguns de pessoas que eu adoro sem nem conhecer pessoalmente e,
enfim...dessa vez tinha um meio assustador de um tal de Kuato.
Meio assustador porque já começou por "oi linda" e aqui nem tem fotos minhas Oo
E o piorrrrr: tem meu telefone [!!!!!!!!!!!!]
A única parte boa é que era pra me convidar pra assistir Othelo.

Depois de pensar em ligar pro meu chefe querido e pedir proteção pessoal,
eu resolvi retornar às atividades do blog e externar toda a esquizofrenia que existe em mim.
Quem sabe ele nãe se pela de medo, né?

Por falar em "pela", eu já nem sei mais se o presente post segue em obediência às novas regras da língua portuguesa,
mas gostaria de manifestar minha irresignação com o fim dos acentos diferenciais...
vejam a seguinte oração: "como eu vou fazer se ele não para para eu tentar acalmá-lo?"
-----------> totalmente horrível.



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O delírio acima ocorreu às8:53 PM
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Sexta-feira, Fevereiro 22, 2008

[:.pra descontrair.:]




segue abaixo o inteiro teor
de petição protocolada numa ação previdenciária
pra qual eu fiz um parecer há trinta minutos.

O autor é o INSS, que pede a revisão das quotas de pensão por morte pagas a duas rés, incluindo a 'FULANA DE TAL'.



"FULANA DE TAL,
nos autos da AÇÃO ORDINÁRIA
C/ PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO DA TUTELA JURISDICIONAL
proposta pelo INSS vem requerer a juntada das peças anexadas para um só fim,
a do pedido da PROCEDÊNCIA DA AÇÃO
[eu repito, essa petição é da ré!!!!!!!!!!!]
em todos os seus termos.


[agora vem a melhor parte!]
Segundo a mais antiga concepção, a reportagem anexada,
não apenas designa, mas, determina a sua natureza,
formando uma conclusão real e de um modo geral,
resumindo elementos de origem previdenciária, para um só propósito.
[??????]
A lei já previa que todos aqueles inseridos nestes textos gozarão dos mesmos DIREITOS.
A oposição sem dúvida não poderá prosperar, tudo no sentido da palavra.
[??????]
REQUER, se digne V. Exa., ordenar o cumprimento da obrigação para que seja feita por DIREITO E JUSTIÇA,
em que se entende em seu sentido favorável.
[??????]
PELA PROCEDÊNCIA.

Respeitosamente,

E. Deferimento.
Rio de janeiro, 21 de novembro de 2005."





eu acho que que prova de português no Exame da OAB é besteira..fora de moda.
sou a favor de questões para aferir sanidade e aptidão mental JÁ.


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O delírio acima ocorreu às12:21 PM
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Sexta-feira, Janeiro 25, 2008


[:.wikipedia.:]




sério:
wikipedia é uma fonte inesgotável [e viciante] de cultura inútil.
vc começa achando artigos interessantes quando faz pesquisas sobre [b]qualquer[/b] coisa no google e depois acaba como eu, entrando todos os dias só pra ver os grandes acontecimentos, feriados, nascimentos, mortes, feriados [feriados movem a humanidade].

e o bizarro é que sempre tem alguma coisa extremamente interessante..
tipo hoje:

faz 61 anos que morreu o Al Capone, minha última esperança de fazer parte de uma família mafiosa digna.
[porque não existe qualquer glamour em ser da família do Roberto Jefferson]

e tem 37 anos que condenaram à prisão perpétua o meu serial killer favorito: CHarles Manson, que matava as vítimas [dentre elas a mulher do Polanski] e usava o sangue pra escrever músicas dos Beatles, com quem ele achava que conversava nas horas vagas.
100% transtornado.


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O delírio acima ocorreu às11:14 AM
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Sexta-feira, Dezembro 14, 2007

[:.rapidinha.:]





"Prova da OAB foi vendida por R$ 2.500"

[Matéria da Folha Online]



ai...
o orgulho que tenho da minha classe é tamanho que
às vezes posso até senti-lo ultrapassar as fronteiras do meu coração...
[e ir direto pro estômago, provocando náuseas profundas]


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O delírio acima ocorreu às6:09 PM
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Quinta-feira, Dezembro 13, 2007


[:.breves comentários sobre a cpmf.:]




só porque andam dizendo por aí que eu atualizo esta joça com a mesma freqüência com que
o Correio da Manhã devia publicar suas edições em 1901,
eu vou contrariar todas as expectativas.
=D


bom, depois de ter convencido várias pessoas
sobre a importância da manutenção da cpmf
[inclusive minha própria mãe e minha vizinha tucana, advogada, bitolada
e que nem sabia da existência de um Còdigo Eleitoral, por ocasião da prova da OAB],
determinaram que a cpmf acaba esse ano.

e eu tava confabulando comigo mesma:
"caraca...onde é que o povo se sustenta pra defender o fim da cpmf?
com que discurso eles podem seguir essa opção?"
com o argumento caído de que o dinheiro arrecadado com a cpmf [que só é cobrado de quem tem dinheiro, já que só incide sobre transações bancárias e relações de consumo]
não é aplicado onde ele é necessário?
e que vai tudo pro gado dos Renan Calheiros????
é verdade...eu sei...

só que, acabando a cpmf, eles acham que o gado dos Renan vai deixar de crescer????
absurdo!!!
eles simplesmente vão criar qualquer outro tributo...
mas dessa vez, a probabilidade de que esse tributo venha a ser cobrado, indistintamente, de gente com dinheiro e sem dinheiro, é infinitamente maior...
e as verbas eventualmente arrecadadas irão engordar o gado dos malditos da mesma forma.

daí veio a luz:
essa é a questão!
pra eles não faz a menor diferença.
o dinheiro vai chegar da mesma forma.


minha sincera conclusão:
eu preciso, com urgência, parar de propagar minhas idéias.
vai que eu, finalmente, convenço minha mãe de que a pena de morte é uma furada
e modificam a legislação penal também, não é mesmo?
mais ajuda quem não atrapalha.
cala-te, boca.


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O delírio acima ocorreu às10:03 AM
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